O VCT 2025 terminou com a NRG conquistando o título mundial após uma batalha brutal nos Champions Paris. Eu acompanhei este circuito desde os Kickoffs de janeiro, e caramba, foi um caos sem parar.
O que é o VCT 2025?
A quinta tentativa da Riot de estruturar os esports de VALORANT começou em 11 de janeiro e se estendeu até 5 de outubro, abrangendo quatro ligas internacionais em todo o mundo. As regiões foram divididas assim:
- Américas (base em Los Angeles)
- EMEA (operações em Berlim)
- Pacífico (centro em Seul)
- China (local em Xangai)
Cada liga contava com 12 equipes – 10 parceiras fixas e duas que chegaram à competição pela Ascension. Parece simples, mas as rivalidades se tornaram selvagens.
O Formato Que Ninguém Pediu (Mas Que Realmente Funciona)
A Riot abandonou o antigo sistema de pontos de 2024, focando fortemente nas vitórias e nos resultados das etapas, em vez de apenas nas classificações finais.
A temporada foi dividida em partes assim:
Fase Kickoff (11 de janeiro – 7 de fevereiro)
Chaves de eliminação dupla em LAN com todas as 12 equipes por região se enfrentando. As quatro primeiras conquistaram Pontos de Campeonato; as duas primeiras garantiram vagas no Masters Bangkok. Os primeiros colocados do ano passado pularam a primeira rodada – um privilégio questionável, mas que gerou algumas rivalidades reais.
Masters Bangkok (20 de fevereiro – 2 de março)
Oito equipes de diferentes regiões se enfrentaram na Tailândia. A fase suíça opôs adversários de diferentes regiões logo de cara, e as quatro melhores avançaram para os playoffs. U$500.000 estavam em jogo, e a T1 venceu a G2 no final para levar o título.
Etapa 1 (março – maio)
As regiões recomeçaram com grupos divididos – seis equipes em cada round-robin, não o circuito completo que muitos esperavam. As quatro melhores de cada grupo avançaram para playoffs de oito equipes, um aumento em relação às seis anteriores. Os vencedores G2, Fnatic, Rex Regum Qeon e XLG garantiram vagas no Masters Toronto.
Masters Toronto (7 a 22 de junho)Doze equipes, com um prêmio de U$1 milhão. Três de cada região alimentaram um sistema suíço de oito equipes, mas os primeiros colocados o evitaram e escolheram seus adversários nas quartas de final. A Paper Rex aproveitou essa vantagem para vencer a Fnatic na final.
Etapa 2 (julho – agosto)
Repetiu a Etapa 1, mas os resultados passados desapareceram. Grupos novos, lousa limpa. Os dois primeiros garantiram automaticamente suas vagas nos Champions; as outras duas vagas foram para os líderes de pontos. G2, Liquid, Paper Rex e Bilibili conquistaram as vitórias.
Champions Paris (12 de setembro – 5 de outubro)
Dezesseis equipes invadiram a França para confrontos épicos. A maior parte da ação ocorreu em Les Arènes de Grand Paris Sud, em Évry-Courcouronnes, mas os playoffs mudaram para a Accor Arena em Paris – a multidão enlouqueceu.
Champions Paris: Onde Lendas Foram Feitas
O Champions distribuiu U$2,25 milhões e trouxe a elite de todo lugar. O formato gerou inúmeras surpresas.
A Loucura da Fase de Grupos
Quatro grupos, sem jogos intra-regionais. Seed 1 contra 4, 2 contra 3, eliminação dupla, melhor de três até você cair ou avançar.
- O Grupo A explodiu rapidamente. A Paper Rex massacrou a Xi Lai Gaming por 2 a 0 (13 a 9 na Bind, 13 a 5 na Sunset), enquanto a GiantX venceu a Sentinels por 2 a 1. O jogo decisivo? A GiantX eliminou a XLG para se juntar à PRX nos playoffs.
- O Grupo B inverteu os roteiros. A MIBR destruiu a Bilibili por 2 a 0 (o 13 a 2 na Haven doeu muito), a Fnatic venceu facilmente a Rex Regum Qeon. A Fnatic derrotou a MIBR para liderar, mas a RRQ ficou aquém contra a MIBR no final.
- O Grupo C acordou a NRG. Eles esmagaram a Edward Gaming por 2 a 0, enquanto a DRX surpreendeu a Team Liquid logo no início. A NRG superou a DRX na chave dos vencedores; a Liquid eliminou a EDG, mas a DRX voltou com tudo para avançar com a NRG.
- O Grupo D gerou a grande surpresa – a G2 perdeu sua partida de abertura para a Team Heretics. A T1 enfrentou a Dragon Ranger Gaming, e então a Heretics massacrou a T1 por 2 a 0. A G2 se recuperou na chave inferior, vencendo a DRG e eliminando a T1 para avançar aos playoffs.
Playoffs: Pura Insanidade
O chaveamento gerou confrontos selvagens. A Paper Rex venceu a G2 por 2 a 1 na chave superior, apesar da mágica da G2 na chave. A Fnatic superou a DRX. A MIBR destruiu a Heretics (muito superestimada?), a NRG venceu facilmente a GiantX.
As semifinais superiores acabaram com os sonhos – a Fnatic superou a Paper Rex, a NRG acabou com o conto de fadas da MIBR.
A chave inferior esquentou. A DRX eliminou a G2; a Heretics venceu a GiantX primeiro. A Paper Rex superou a Heretics, mas a DRX continuou em frente, vencendo a MIBR. Então a DRX dominou a Paper Rex por 2 a 0 nas semifinais – um choque total.
As Finais Que Quebraram o Twitter
A NRG venceu a Fnatic por 2 a 0 nas finais da chave superior na Accor. A Fnatic venceu a DRX por 3 a 1 na chave inferior para a revanche.
5 de outubro. NRG vs. Fnatic. Cinco mapas, um milhão de dólares, título mundial em jogo.
A NRG venceu por 3 a 2 – as finais mais intensas de todos os tempos. Ethan conquistou seu segundo anel de Campeão, o primeiro com a Evil Geniuses em 2023. As Américas conquistaram o terceiro título consecutivo, a NRG em sua estreia como campeã.
A Divisão do Dinheiro
- Total de U$2.250.000 em premiações dividido entre 16 equipes
- 1º (NRG): U$1.000.000
- 2º (Fnatic): U$400.000
- 3º (DRX): U$250.000
- 4º (Paper Rex): U$130.000
- 5º-6º (MIBR, Team Heretics): U$85.000 cada
- 7º-8º (GiantX, G2): U$50.000 cada
- 9º-12º: U$30.000 cada
- 13º-16º: U$20.000 cada
As campeãs defensoras Edward Gaming arrecadaram U$20 mil depois que a Liquid as eliminou cedo. Que pena.
Caos nas Escalções & Drama de Transferências
As trocas da offseason viraram um circo. Ethan apareceu no banco de dados da G2 da noite para o dia, assustando a todos – um bug, no entanto. A NRG manteve seus campeões intactos.
Movimentações que se concretizaram:
- KO saiu da Team Liquid (org confirmou)
- Evil Geniuses de olho em uma base totalmente vietnamita com rumores de DGAN
- Zecken supostamente cortou o salário para jogar com aspas na MIBR
- Envy reforçando com Inspire, Poppin, Exter, Quznet
Rumores voam sem parar, mas ver as escalações se solidificarem para 2026? É emocionante.
Ascension & O Caminho Para Cima
Ascension é a escada brutal para os de fora. Torneios de outubro por região:
- EMEA: BBL PCIFIC ULF Esports (U$116.265, Berlim)
- Pacífico: SLT venceu Nongshim RedForce (U$100 mil, Tailândia)
- Américas: ENVY venceu TSM (U$97 mil, São Paulo)
- China: Dragon Ranger Gaming venceu Rare Atom (Xangai)
Os vencedores garantem vaga nos intercontinentais de 2026 – a menos que terminem entre os quatro últimos e caiam direto. Os times do meio da tabela lutam na Ascension para permanecer; os classificados para o Champions ganham imunidade.
Sem piedade, mas isso alimenta o fogo.
Os Locais Fizeram a Diferença
A produção arrasou. Les Arènes manteve as fases de grupos intensas e tensas – cada escolha importava.
Mudar os playoffs para a Accor Arena? Gênio – lotada de história, 20.000 fãs rugindo pela vitória da NRG foi diferente, mesmo na transmissão.
A UOB Live de Bangkok agitou com a empolgação tailandesa para o Masters 1. O Enercare Centre de Toronto capturou as vibrações do Masters 2. Os locais adicionaram um toque especial.
Pontos de Campeonato: A Batalha Real
Os torneios ganham as manchetes, mas os pontos garantiram metade dos classificados para o Champions por região. O sistema acertou na consistência entre Kickoff, Masters e Stages.
Principais ganhadores:
- Campeão do Kickoff: 3 pontos
- Campeão do Masters: 3 pontos
- Vitória na Etapa 1: 2 pontos, Etapa 2 varia
- Por vitória em partida: 1 ponto
- Vitórias em grupos e byes: 1 ponto
Sentinels e Heretics se classificaram apenas por pontos, sem o título da Etapa 2 – isso mostra que se dedicar o ano todo compensa mais do que uma única boa fase.
Game Changers Continua Crescendo
O cenário feminino subiu de nível – o Game Changers Championship contou com 10 equipes de oito regiões. As qualificatórias levaram à final de novembro.
O nível de habilidade está aumentando, e a produção rivaliza com a do evento principal. A Riot está realmente investindo.
O Que Tornou Este Ano Especial
O VCT 2025 se destacou por algumas razões.
- Playoffs de oito equipes deram aos times oportunidades reais, não apenas lutas pela sobrevivência.
- Novas formações de grupos nas etapas acabaram com a complacência – ninguém podia relaxar com adversários familiares.
- A mudança nos pontos favoreceu a dedicação em partidas em vez de resultados de sorte. Uma mudança inteligente.
- Paris como anfitriã injetou fogo europeu no Champions, o primeiro desde Berlim. Os fãs franceses vibraram com a Liquid e os laços K-Corp.
Os Momentos Humanos
O VCT 2025 entregou joias além das abates.
- O ace de quatro abates de aspas salvou a MIBR, o Reddit foi à loucura.
- As retomadas solo de Forsaken viralizaram rapidamente.
- Os Showstoppers de Jinggg em uma rodada decisiva provaram a força da Paper Rex.
- As grandes finais começaram com “Last Shot” ao vivo de 347aidan e templuv – um hino sólido – além de 8AE e Qing Madi. Eles revelaram Veto, agente 29 e sétimo Sentinel, antes das finais. Lançamento perfeito; os profissionais ajustaram pós-evento.
Olhando Para o Futuro
Com as vagas da Ascension preenchidas e as escalações finalizadas – o VCT 2026 parece pronto para a loucura. A NRG repetirá o feito? A Fnatic quebrará a maldição de vice-campeã? As novas escalações se adaptarão ou falharão?
O formato funciona. A produção é impecável. As apostas aumentam. Mergulhe se você é novo – esse é um resumo da jornada e um indício da tempestade que virá.
Já está por dentro? Prepare-se. O reinício de janeiro, e será ainda mais insano.













